Durante muito tempo, ela acreditou que tinha ideias demais e disciplina de menos. Percebia possibilidades que ninguém havia pedido, ampliava perguntas simples e começava projetos que pareciam maiores do que o tempo disponível.
Até que aprendeu a interromper as ideias antes de dizê-las. Tornou-se mais adequada. E, estranhamente, menos viva.
O problema não era ter perdido a capacidade de criar. Era ter aprendido que criar produzia consequências.