A CLEPTOMANIA (ROUBO PATOLÓGICO) CID 11 6C71

  A cleptomania é um transtorno psiquiátrico caracterizado por um desejo incontrolável e recorrente de roubar objetos necessários e de pouco valor. É considerada uma condição rara, afetando menos de 1% da população em geral, e é mais comum em mulheres do que em homens. Segundo o CID11, a cleptomania é classificada como um transtorno do controle dos impulsos. Os critérios diagnósticos incluem o roubo de objetos que não são necessários para uso pessoal ou para valor psicológico, a sensação de tensão crescente antes do roubo e a sensação de prazer ou alívio ao cometer o roubo. A causa exata da cleptomania não é conhecida, mas acredita-se que a combinação de fatores genéticos, biológicos e ambientais pode contribuir para o desenvolvimento da condição. Algumas teorias sugerem que a cleptomania pode ser um comportamento aprendido ou uma forma de lidar com a ansiedade, enquanto outras sugerem que podem estar relacionadas a alterações na química cerebral. O diagnóstico da cleptomania é importante porque muitas pessoas com o transtorno não procuram tratamento e podem sofrer consequências legais e pessoais graves. O roubo frequente pode levar à prisão, multas e perda de emprego, além de causar estresse emocional e conflitos com familiares e amigos. O tratamento da cleptomania envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui terapia comportamental, medicamentos e apoio social. A terapia comportamental pode ajudar a identificar gatilhos emocionais que levam ao comportamento de roubo e ensinar habilidades para lidar com essas situações de forma mais saudável. Os medicamentos, como antidepressivos e estabilizadores de humor, podem ajudar a controlar os impulsos e reduzir a ansiedade. O apoio social também é importante, pois pode fornecer um sistema de suporte e ajudar a manter a motivação para o tratamento. A cleptomania pode ser confundida com outros transtornos, como o transtorno obsessivo-compulsivo, a dependência de substâncias e o transtorno de personalidade antissocial. Por isso, é importante que o diagnóstico seja realizado por um profissional de saúde mental treinado e experiente. Além disso, a cleptomania pode coexistir com outros transtornos mentais, como a depressão e a ansiedade, e é comum que os pacientes com cleptomania tenham histórico de abuso ou trauma na infância. Esses fatores devem ser levados em consideração no tratamento. Embora a cleptomania seja uma condição rara, é importante que ela seja reconhecida e tratada protegida para evitar consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade em geral. O tratamento eficaz pode ajudar a reduzir os comportamentos de roubo e melhorar a qualidade de vida do paciente. No entanto, é importante lembrar que a cleptomania não deve ser usada como desculpa para o comportamento criminoso. O tratamento da cleptomania não absolve o indivíduo de responsabilidade legal  

DIAGNÓSTICO

  De acordo com o DSM-5 TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição), os critérios diagnósticos para a cleptomania são os seguintes:
  1. A presença de impulsos recorrentes e incontroláveis ​​de roubar objetos que não são necessários para uso pessoal ou para valor elétrico.
  2. A sensação de tensão crescente antes de cometer o roubo.
  3. Sensação de prazer, gratificação ou alívio ao cometer o roubo.
  4. O roubo não é realizado como um ato de vingança ou rebelião, ou em resposta a um delírio ou alucinação.
  5. Os comportamentos de roubo não são melhor explicados por outro transtorno mental, como transtorno do controle dos impulsos não especificados ou transtorno de personalidade antissocial.
Esses comportamentos de roubo devem causar angústia significativa ou prejuízo funcional para o indivíduo, como problemas legais ou sociais. O diagnóstico da cleptomania não deve ser dado se o comportamento de roubo for explicado por um transtorno psiquiátrico coexistente, uso de substâncias ou outra condição médica. É importante ressaltar que os critérios diagnósticos do DSM-5 TR são apenas um guia para os profissionais de saúde mental e devem ser utilizados em conjunto com uma avaliação clínica completa e individualizada. O diagnóstico preciso da cleptomania requer a exclusão de cuidadosa de outras condições psiquiátricas e médicas que podem estar confiantes para o comportamento de roubo.  

TRATAMENTO

O tratamento da cleptomania envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir psicoterapia, medicamentos e apoio social. O objetivo do tratamento é reduzir os impulsos de roubo e ajudar o paciente a lidar com os fatores subjacentes que podem estar ansiosos para o transtorno. A seguir, estão algumas opções de tratamento comuns para a cleptomania:
  1. Terapia cognitivo comportamental: uma terapia comportamental pode ser útil no tratamento da cleptomania. O objetivo é ajudar o paciente a identificar os gatilhos emocionais que levam ao comportamento de roubo e desenvolver estratégias para lidar com esses gatilhos de forma mais saudável. A terapia pode incluir técnicas de alongamento, treinamento de habilidades sociais, terapia cognitivo-comportamental e terapia de grupo.
  2. Medicamentos: Os medicamentos podem ser prescritos para tratar a cleptomania, especialmente se o paciente também apresentar outros transtornos psiquiátricos, como depressão ou transtorno de ansiedade. Os antidepressivos tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) são comumente prescritos para ajudar a controlar os impulsos. Também pode ser considerado o uso de estabilizadores de humor ou antipsicóticos.
  3. Apoio social: O apoio social pode ser importante para o tratamento da cleptomania. Isso pode incluir a participação em grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos ou Narcóticos Anônimos, ou a terapia de grupo. O apoio de amigos e familiares também pode ser útil para ajudar o paciente a lidar com o estresse e a ansiedade associada à cleptomania.
  O tratamento da cleptomania geralmente envolve uma abordagem multifacetada que inclui terapia comportamental, medicamentos e suporte social. A terapia comportamental, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é frequentemente usada no tratamento da cleptomania. O TCC pode ajudar a identificar os pensamentos e comportamentos que levam ao comportamento de roubo e estratégias ensinadas para lidar com a ansiedade e outras emoções que podem levar o impulso de roubar. Além disso, o TCC pode ensinar técnicas de relaxamento e habilidades para lidar com situações estressantes de maneira mais saudável. A terapia em grupo também pode ser satisfatória, pois fornece um ambiente de suporte e ajuda a reduzir a sensação de isolamento que muitas pessoas com cleptomania experimentam. Os medicamentos, como antidepressivos e estabilizadores de humor, podem ser usados ​​para ajudar a controlar os impulsos e reduzir a ansiedade e a depressão associada à cleptomania. No entanto, não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da cleptomania, e o uso de medicamentos deve ser cuidadosamente monitorado por um profissional de saúde mental. Além disso, o suporte social pode ser crucial para ajudar os indivíduos com cleptomania a manter a motivação para o tratamento e lidar com os efeitos do comportamento de roubo. A família e amigos podem fornecer apoio emocional, enquanto grupos de apoio, podem fornecer um ambiente de suporte com outros indivíduos que enfrentam desafios semelhantes. Por fim, é importante que o tratamento da cleptomania seja individualizado e adaptado às necessidades específicas de cada indivíduo. Além disso, o tratamento deve ser realizado por um profissional de saúde mental treinado e experiente, que possa avaliar cuidadosamente a condição e determinar o melhor plano de tratamento para cada paciente.

Algumas perguntas que podem auxiliar a identificar se você tem cleptomania

O diagnóstico da cleptomania deve ser realizado por um profissional de saúde mental treinado e experiente, que leva em consideração a história clínica, a avaliação psicológica e os critérios diagnósticos alcançados no DSM-5 TR. No entanto, algumas perguntas que podem ajudar a identificar se você tem cleptomania, de acordo com o DSM-5 TR, incluem:
  1. Você sente uma tensão crescente antes de roubar objetos necessários e de pouco valor?
  2. Você tem um desejo incontrolável de roubar objetos necessários e de pouco valor?
  3. Você se sente aliviado ou satisfeito depois de cometer o roubo?
  4. Você sente vergonha, culpa ou arrependimento depois de cometer o roubo?
  5. Você tem dificuldade em resistir ao impulso de roubar?
  6. Você já tentou parar de roubar, mas não conseguiu?
  7. Você já teve problemas legais ou sociais como resultado de seu comportamento de roubo?
  8. O comportamento de roubo interfere significativamente em sua vida pessoal, profissional ou social?
Se você respondeu afirmativamente a várias dessas perguntas, pode ser útil procurar ajuda de um profissional de saúde mental para avaliação e tratamento adequado. Lembre-se de que o diagnóstico da cleptomania requer a exclusão cuidadosa de outras condições psiquiátricas e médicas que podem estar confiantes para o comportamento de roubo.
É importante lembrar que o tratamento da cleptomania pode ser um processo longo e desafiador. A maioria dos pacientes com cleptomania se beneficia de uma combinação de tratamentos, que são ajustados de acordo com as necessidades individuais do paciente. Além disso, é essencial que o paciente esteja disposto a participar ativamente do tratamento e trabalhar em conjunto com o profissional de saúde mental para alcançar os objetivos do tratamento.
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